Jaques admite dois encontros com Vorcaro, mas nega ter recebido dinheiro

Senador Jaques Wagner Se Defende de Acusações e Explica Dinheiro Encontrado

Nesta quinta-feira, 18 de outubro, o senador Jaques Wagner, representante do PT-BA, fez uma declaração contundente em resposta às acusações que envolvem seu nome e o Banco Master. Durante uma entrevista à Band News, ele negou categoricamente ter recebido qualquer tipo de vantagem financeira em seu mandato, afirmando: “Nunca recebi dinheiro de ninguém, muito menos do Master”.

Justificativas e Valores Encontrados

O parlamentar também se viu na necessidade de explicar a origem de valores que totalizam cerca de 55 mil dólares e 33 mil euros, que foram encontrados em locais associados a ele. “De 2019 para cá, recebi de diárias aproximadamente 79 mil dólares. Em outras ocasiões, quando viajei, comprei, através do Banco do Brasil, a moeda estrangeira, seja dólares ou euros, para utilizar durante as minhas viagens. Não tenho nada a esconder em relação a esse dinheiro”, esclareceu.

Wagner continuou sua defesa, informando que o dinheiro estava guardado em um cofre, pois ele não costuma carregar grandes quantidades de dinheiro durante suas viagens. “Às vezes gasto com cartão, então o dinheiro ficou lá. Os envelopes que foram encontrados em Brasília tinham o timbre do Senado Federal, que é utilizado quando se recebe diárias em espécie, em dólares. Quanto ao dinheiro, estou absolutamente tranquilo. Nunca recebi dinheiro de ninguém, muito menos do Master, nem do Augusto Lima”, declarou.

Reação às Acusações

O senador, que foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, minimizou sua relação com os envolvidos no caso do Banco Master. Ele afirmou que sua relação com Daniel Vorcaro, um dos principais nomes citados nas investigações, é praticamente inexistente. “Tive com ele apenas duas vezes; uma delas foi quando ele se associou ao Augusto Lima para compra do CredCesta e, na outra, quando Augusto me pediu uma indicação na área jurídica. Eu sugeri o ministro Lewandowski, que acredito ser a melhor opção”, disse.

Disponibilidade para Esclarecimentos

Jaques Wagner se colocou à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos que possam ser necessários. “Não sou réu, não sou culpado, não sou nada”, enfatizou, reforçando sua confiança na inocência frente às acusações.

Ação da Polícia Federal

A Polícia Federal, em sua operação, apreendeu dólares e euros em espécie em endereços vinculados ao senador, tanto em Brasília quanto na Bahia. Parte do montante foi encontrada em um quarto de hotel na capital federal, onde Wagner costuma se hospedar. Além disso, mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em um apartamento do senador em Salvador.

A investigação sugere que a família de Wagner teria recebido de Daniel Vorcaro um apartamento que está avaliado em mais de R$ 2,4 milhões. Nesta nova fase da operação, surgem indícios de que o senador teria um contato direto com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro. Este último teria oferecido benefícios ao parlamentar, como viagens de avião e ingressos para shows, em troca de favorecimentos no Senado, como a aprovação de projetos que beneficiariam o Banco Master.

Conclusão

A situação de Jaques Wagner levanta questões importantes sobre a ética na política e a transparência das ações de figuras públicas. Com as investigações ainda em andamento, o desdobramento dos fatos promete repercussões significativas para o senador e para o cenário político brasileiro. O que se espera agora é que a verdade venha à tona e que as autoridades realizem um trabalho minucioso, respeitando os direitos de todos os envolvidos.



Recomendamos