Após oitivas, defesa de Buzzi diz que provas mostram inocência do ministro

Ministro do STJ Marco Buzzi Defende Sua Inocência em Meio a Acusações de Importunação Sexual

Nesta última sexta-feira, dia 12, a defesa do ministro Marco Buzzi, que faz parte do Superior Tribunal de Justiça (STJ), trouxe à tona uma série de argumentos para reafirmar a inocência do magistrado. As acusacões de importunação sexual que pairam sobre ele foram descritas como desprovidas de fundamento, com a defesa afirmando que as evidências reunidas no processo administrativo são “robustas e inequívocas”.

Fase de Depoimentos e Testemunhas

Na quinta-feira, dia 11, a comissão encarregada de investigar as alegações deu início à fase de depoimentos. Um total de pelo menos 20 testemunhas foram convocadas para esclarecer os fatos. Entre as testemunhas, estavam também as duas mulheres que fizeram as acusações, mas elas decidiram não comparecer para prestar depoimento. Essa escolha é um direito garantido pelas normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) especificamente para casos dessa natureza.

As Acusações em Detalhe

A primeira acusação envolve uma jovem de apenas 19 anos, que é filha de amigos da família do ministro. Este incidente teria ocorrido durante uma viagem de férias à Balneário Camboriú, em Santa Catarina. A defesa de Buzzi alega que as provas coletadas, que incluem depoimentos, imagens de câmeras de segurança, laudos médicos e perícias feitas no local, demonstram de maneira clara que a importunação sexual não aconteceu. Segundo a nota da defesa, “a prova técnica e oral converge, de maneira inequívoca, para a ausência de qualquer conduta de importunação”.

Além dessa acusação, uma servidora do STJ também apresentou uma denúncia, afirmando ter sido assediada durante o expediente. Os advogados de Buzzi argumentam que a produção de provas mostrou que não havia como o ministro e a servidora estarem sozinhos no gabinete nas circunstâncias descritas por ela, o que, segundo a defesa, enfraquece a narrativa da acusação.

Unanimidade Entre as Testemunhas

Um ponto interessante a se notar é que todas as testemunhas que foram ouvidas até o momento concordaram em afirmar que nunca presenciaram qualquer ato de assédio ou comportamento inapropriado por parte de Buzzi. Elas relataram que souberam dos acontecimentos apenas através de relatos da própria servidora. Essa unanimidade pode ser um fator crucial na avaliação do caso.

Processo Sob Sigilo

O processo está sendo conduzido por uma comissão de instrução composta pelos ministros Luis Felipe Salomão, Benedito Gonçalves e Ricardo Villas Bôas Cueva, que foram escolhidos para atuar no caso. Como se trata de um procedimento que tramita sob sigilo, os depoimentos realizados na quinta-feira aconteceram de forma reservada, sem a presença do público ou da imprensa.

Afastamento do Ministro

Marco Buzzi está afastado de suas funções desde o dia 10 de fevereiro. A situação ganhou um novo desdobramento em abril, quando o plenário do STJ decidiu, por unanimidade, instaurar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar as condutas atribuídas a Buzzi, com base nas conclusões de uma sindicância que foi aberta em fevereiro.

O que vem a seguir?

Ainda não se sabe quais serão os próximos passos do processo, e a CNN já tentou contato com a defesa das vítimas para obter mais informações sobre a situação. A expectativa é que os depoimentos e as evidências sejam analisadas com rigor, dado a seriedade das acusações.

Esse caso vem gerando muito burburinho e é importante que a verdade seja esclarecida, não apenas para as partes envolvidas, mas também para a sociedade que acompanha atentamente a evolução desse processo.



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