Justiça descobre que Deolane Bezerra cometeu crimes durante prisão em 2024

Deolane Bezerra: Justiça nega pedido de prisão domiciliar e investigações se intensificam

Neste recente desenvolvimento jurídico, Deolane Bezerra, uma influenciadora digital bastante conhecida, enfrentou mais um revés em sua batalha legal. No dia 10 de maio de 2026, o Ministério Público de São Paulo, através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), decidiu não acatar o pedido da defesa de Deolane para a troca de sua cela pela casa, mantendo-a sob custódia no Complexo Penal Feminino de Tupi Paulista.

A decisão do Ministério Público foi embasada em uma série de investigações que apontam para a suposta prática de crimes por parte de Deolane durante o período em que ela estava sob prisão domiciliar, usando uma tornozeleira eletrônica. Essa situação, que se remete a eventos ocorridos em 2024, acabou pesando contra seu novo pedido de liberdade.

Histórico de Investigações e Acusações

De acordo com as investigações, Deolane teria continuado suas atividades ilícitas mesmo em prisão domiciliar. O Gaeco relatou que a influenciadora supostamente estaria envolvida em transações financeiras ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC), uma facção criminosa. Além disso, foi alegado que ela mantinha dinheiro da organização criminosa em imóveis que pertenciam a ela e a seus filhos. Isso levanta questões sérias sobre sua capacidade de cuidar de sua filha menor de 12 anos, um argumento que a defesa utilizou para tentar justificar a transferência para a prisão domiciliar.

O Ministério Público destacou que a condição de Deolane de cuidar de sua criança é questionável, dada a gravidade das acusações. A instituição ressaltou que integrar uma organização criminosa é um crime severo e que a investigação ainda está apurando a possibilidade de lavagem de dinheiro, com indícios de planos de expansão internacional da facção. Nesse contexto, o MP considerou que a prisão domiciliar seria inadequada.

Reclamações da Defesa e Condições Prisionais

A defesa de Deolane não se deu por satisfeita e apresentou um pedido alternativo, solicitando a transferência dela para uma Sala de Estado-Maior. Esse tipo de acomodação é uma previsão do Estatuto da OAB para advogados que estão presos antes de uma condenação final. Os advogados alegaram que a cela atual de Deolane apresentava diversas inadequações, como falta de ventilação, calor excessivo, problemas com a alimentação e até relatos de escorpiões no local.

Os advogados também mencionaram que Deolane sofre de síndrome do pânico e faz uso de medicações controladas, além de ter apresentado episódios de queda de pressão. No entanto, a administração prisional negou todas as alegações feitas pela defesa, afirmando que a influenciadora ocupa um Pavilhão Especial, que é distinto das demais alas e que possui condições adequadas, como uma cama, mesa, ventilador e até uma televisão.

A Decisão do Juiz

O juiz responsável pelo caso analisou as condições alegadas e decidiu que a unidade prisional atende aos requisitos legais exigidos para a preservação do exercício profissional de Deolane, conforme garantido pelo Estatuto da Advocacia. Assim, a prisão preventiva foi mantida, refletindo a seriedade das acusações contra ela e a necessidade de garantir a ordem pública.

Reflexões Finais

A situação de Deolane Bezerra levanta questões importantes sobre a relação entre influenciadores digitais e o sistema judiciário, especialmente em casos de acusações graves. A forma como as redes sociais podem influenciar a percepção pública e os desdobramentos legais é um tema que merece atenção. A trajetória de Deolane é um lembrete de que, independentemente do status social ou da popularidade, todos estão sujeitos às leis e à justiça.

Com a continuidade das investigações, só o tempo dirá como essa história irá se desenrolar e quais serão as consequências para Deolane e sua carreira. O que se pode afirmar é que o caso levantou um debate sobre a responsabilidade social de figuras públicas e suas implicações legais.



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