70% do Congresso apoia instalação de CPI para investigar caso Master

CPI do Master: Um Clamor Crescente no Congresso Nacional

Atualmente, o cenário político brasileiro está agitado e a questão das CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) relacionadas ao caso Master tomou conta das discussões. O que se observa é uma mobilização significativa, envolvendo até o momento 423 deputados e senadores, o que representa impressionantes 71,21% do total do Congresso Nacional, segundo um levantamento recente da CNN. Para se ter uma ideia, o Parlamento é composto por 594 congressistas, sendo 513 da Câmara dos Deputados e 81 do Senado Federal.

A Mobilização por CPIs

No total, já foram formalizados oito requerimentos solicitando a abertura de investigações. Até a data de 22 de maio, 64 senadores assinaram cinco pedidos de CPIs no Senado ou de CPMIs (Comissões Parlamentares Mistas), que são formadas por deputados e senadores. Esse número impressionante representa 79% da bancada atual na Casa Alta, superando em muito o mínimo necessário para a abertura de uma CPI, que é de apenas 27 assinaturas.

Vale destacar que a CNN considerou apenas os deputados e senadores que estavam em exercício até 22 de maio. Aqueles que eram suplentes e não estavam mais em exercício também não foram contabilizados, assim como aqueles que, mesmo tendo assinado os pedidos, estavam afastados devido a questões médicas ou decisões judiciais.

O Apoio na Câmara dos Deputados

Na Câmara, a adesão aos pedidos de CPI é igualmente expressiva. Um total de 359 deputados titulares demonstraram apoio à criação de uma CPI ou CPMI para investigar o Banco Master. Isso indica que o assunto realmente gerou um grande interesse e preocupação entre os parlamentares.

Um dos primeiros requerimentos foi elaborado em conjunto pelas deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS), que pediram a instalação de uma CPMI composta por membros de ambas as casas. Outros pedidos foram apresentados pelos deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), além do senador Carlos Viana (PSD-MG).

Além desses, outros quatro congressistas também se manifestaram pedindo a abertura de CPIs em suas respectivas casas: os deputados Rogério Carvalho (PT-MG) e Carlos Jordy (PL-RJ), bem como os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Alessandro Vieira (MDB-AL). Este último, que é relator da CPI do Crime, trouxe à tona um pedido mais delicado, pois incluiu em sua investigação os ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, alegando uma suposta relação deles com o caso Master.

A Resposta do Congresso

A CNN, buscando entender melhor essa situação, entrou em contato com todos os deputados e senadores em exercício para obter uma posição sobre a abertura de uma CPI. Entretanto, a situação não é tão simples. Os pedidos para CPIs no Senado e para comissões mistas precisam do aval do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), que é o responsável por determinar a criação e a instalação de uma comissão parlamentar.

No entanto, Alcolumbre tem deixado claro que a decisão sobre a pauta é apenas dele. Ele chegou a se desculpar por descartar a instalação de uma comissão, mesmo diante das cobranças tanto de oposicionistas quanto de governistas. Em suas palavras, Alcolumbre ressaltou a necessidade de um gesto do Congresso para a deliberação dessa pauta, o que demonstra a pressão que está sobre seus ombros.

“Milhares de prefeitos do Brasil estão precisando de um gesto do Congresso para deliberação dessa pauta. Peço a compreensão. Peço desculpa a Vossas Excelências por não atender à demanda solicitada por mais 11 congressistas nessa sessão em relação a outro tema que não estava previamente estabelecido na pauta de deliberação”, afirmou Alcolumbre.



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