Corpo encontrado em Ilhabela é de homem desaparecido, diz Marinha

Tragédia em Ilhabela: A Busca por Dheorge e o Resgate da Amiga

Na manhã de uma segunda-feira fatídica, 1º de junho, a cidade de Ilhabela, localizada no litoral de São Paulo, acordou com a triste notícia do corpo encontrado de Dheorge Pereira Bernardino. Esse homem estava desaparecido desde um acidente de jet ski ocorrido no dia 24 de maio, quando ele e sua amiga, Bruna Damaris Santanna da Silva, decidiram se aventurar em uma moto aquática, sem saber o que a vida lhes reservava.

A Busca e a Descoberta

A informação sobre a localização do corpo foi confirmada pela Marinha do Brasil, após intensas operações de busca que duraram sete dias. As equipes foram formadas por agentes da Defesa Civil e do Grupamento de Bombeiros Marítimos (GBMAR), que realizaram buscas nas proximidades da Praia do Pedro Arnaldo, onde Dheorge foi finalmente encontrado.

Antes da descoberta do corpo, os agentes já tinham encontrado um colete boiando na água e o jet ski de Dheorge, que já havia afundado. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso está sendo investigado como uma morte suspeita na Delegacia de Ilhabela, o que levanta questões sobre o que exatamente ocorreu naquele dia trágico.

Nota de Pesar da Prefeitura

A Prefeitura de Ilhabela se pronunciou em nota, expressando sua solidariedade aos amigos e familiares de Dheorge. “A Prefeitura de Ilhabela manifesta solidariedade aos familiares e amigos neste momento de profunda tristeza e agradece o empenho e a dedicação de todas as equipes que participaram das buscas”, destacou a nota enviada à CNN Brasil.

Além disso, a Marinha do Brasil divulgou uma nota completa sobre as operações de busca e salvamento (SAR), que contaram com a utilização de embarcações e até um helicóptero da Marinha. A atuação foi integrada e envolveu diversas instituições, demonstrando a coordenação e o comprometimento com a vida humana no mar.

O Relato de Bruna

Bruna Damaris, a amiga que estava com Dheorge, foi resgatada dois dias após o acidente, no dia 26 de maio. Ela ficou 42 horas à deriva e foi encontrada debilitada e com hipotermia, a cerca de 18 a 22 quilômetros do ponto de partida. Bruna, ao compartilhar sua experiência nas redes sociais, relatou que a correnteza estava intensa e que, infelizmente, eles não conseguiram se segurar na moto aquática, que já estava afundando.

A jovem disse que permaneceu ao lado de Dheorge até a madrugada de terça-feira (26), mas que em um momento crítico, não conseguiu mais vê-lo. “Ficamos juntos em todo momento até terça-feira de madrugada. Meu colega não tirou o colete e eu não vi ele afundando”, explicou Bruna, que também se desculpou por não ter conseguido se comunicar antes com a família de Dheorge devido ao seu estado de saúde e ao impacto emocional.

Compreendendo a Tragédia

O acidente ocorreu durante uma confraternização na praia, onde o grupo de amigos decidiu sair para um passeio de jet ski por volta das 16h. Dheorge, antes de desaparecer, havia publicado um vídeo pilotando a moto aquática, o que agora traz à tona uma série de perguntas sobre o que realmente aconteceu naquela tarde fatídica.

As equipes de busca, que contaram com a ajuda de um helicóptero da Polícia Militar, localizaram partes do jet ski afundado no dia seguinte, o que ajudou a delimitar a área de busca. A Marinha, por meio da Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião, instaurou um Inquérito Administrativo para apurar as causas e responsabilidades do acidente.

Reflexões Finais

Esse trágico incidente serve como um lembrete sobre os perigos que podem surgir em atividades de lazer, especialmente em ambientes aquáticos. A família de Dheorge e Bruna, assim como todos os envolvidos, merecem nossas condolências e apoio neste momento de dor. Que possamos, como sociedade, aprender e buscar medidas de segurança que evitem que tragédias como essa se repitam.

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