MG: menina de 13 anos denuncia estupro coletivo e diz que engravidou

Casos de Violência Sexual: A Triste Realidade de Meninas em Festas

Em um triste incidente ocorrido em Belo Horizonte, MG, uma adolescente de apenas 13 anos relatou que foi vítima de um estupro coletivo por três jovens durante a Festa de São Sebastião, na comunidade de Mocambo, localizada no município de Coração de Jesus, no norte de Minas Gerais. Essa história, que traz à tona a dura realidade enfrentada por muitas jovens, foi registrada após um atendimento no Hospital Municipal São Vicente de Paulo, onde a vítima foi levada sob suspeita de gravidez, cerca de dois meses após o crime.

O Relato da Vítima

De acordo com informações fornecidas pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), a médica responsável pelo atendimento informou que a menor estava recebendo tratamento e alegou ter sofrido violência sexual por três indivíduos. Em depoimento prestado na sede do quartel da PM, acompanhada de sua avó e de uma amiga da família, a adolescente confirmou os eventos trágicos que ocorreram.

A jovem contou que, no dia do estupro, saiu de casa na comunidade de São Geraldo, que fica próxima à comunidade do Mocambo. Ela estava acompanhada de um amigo da família, que era maior de idade, e de uma amiga também de 13 anos, para participar da festa. Após a missa que deu início à festividade, as duas foram abordadas por três rapazes que eram conhecidos da vítima: dois deles tinham 19 anos e um era menor de 15 anos. Em um momento constrangedor, os jovens disseram à amiga da vítima para “arrumar ela para eles”, mas a adolescente deixou claro que não queria ficar com nenhum deles.

A Abordagem e o Crime

Mais tarde, quando as meninas saíram para comprar refrigerantes, os rapazes as abordaram novamente. A adolescente, em um momento de confusão, decidiu “ficar” com um dos jovens mais velhos. Por volta das 22h, ela foi novamente abordada pelos três e, de maneira que parecia consensual, segundo o relato inicial, concordou em sair com eles para um matagal próximo ao local da festa. Contudo, ao chegarem lá, manifestou sua vontade de ir embora e rejeitou qualquer relação sexual.

Nesse momento, o jovem de 15 anos teria dito: “Você veio e agora ‘vai ficar com nós’ de um jeito ou de outro”. Em seguida, o menor tirou a calça e manteve relações sexuais com a adolescente, seguido pelos outros dois rapazes. A vítima afirmou que pediu para que parassem várias vezes, mas não foi ouvida. Após os atos, ela retornou à festa, sem saber o que fazer.

Gravidez Confirmada e Consequências

A adolescente relatou que não gritou nem resistiu fisicamente durante o episódio, o que torna a situação ainda mais alarmante. Dias depois, a avó da adolescente soube por terceiros que a neta havia “ficado” com os três jovens, o que foi confirmado pela própria vítima. Preocupada com a possibilidade de gravidez, a idosa levou a menor ao hospital, onde o caso foi denunciado e os testes confirmaram que a jovem estava grávida.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) instaurou um inquérito para investigar a denúncia do possível crime contra a dignidade sexual da adolescente, que ocorreu em janeiro. Os fatos foram comunicados às autoridades no dia 5 de março de 2026. Assim que o boletim de ocorrência foi registrado na delegacia, a Polícia Civil imediatamente iniciou as investigações, ouvindo a vítima e algumas testemunhas.

A Legislação e a Proteção das Vítimas

A Polícia Civil enfatizou que o procedimento tramita em segredo de Justiça, considerando a sensibilidade do caso e a necessidade de proteger as vítimas envolvidas. Este caso é considerado, em tese, um estupro de vulnerável (art. 217-A do Código Penal), dada a idade da vítima e a presunção de violência em situações de grave ameaça ou incapacidade de resistência, além do fato de se tratar de um estupro coletivo. As autoridades policiais devem continuar suas investigações com rigor, incluindo a oitiva dos suspeitos e outras diligências, como exames de corpo de delito e coleta de provas.

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