Marielle: penas de mandantes se equivalem a de executor, Ronnie Lessa

Justiça e Conspiração: O Caso Marielle Franco e os Irmãos Brazão

Recentemente, o Brasil presenciou mais um capítulo sombrio relacionado ao duplo homicídio da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. A condenação dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, que foram considerados mandantes do crime, trouxe à tona uma série de questões sobre o sistema de justiça e a segurança pública no país.

Sentença e Consequências

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, no dia 25 de outubro, condenar os irmãos Brazão a uma pena de 76 anos e 3 meses de reclusão. Essa sentença é quase equivalente à do executor confesso do crime, o ex-policial militar Ronnie Lessa, que foi sentenciado a 78 anos e 9 meses. O julgamento de Lessa aconteceu em outubro de 2024 e, atualmente, ele cumpre a pena no Complexo da Papuda, em Brasília.

É importante ressaltar que Lessa foi fundamental para a elucidação do caso, pois ele se tornou delator e revelou, apenas após um longo tempo, os mandantes do assassinato. Sua delação premiada ocorreu no final de 2023, quando a Polícia Federal intensificou as investigações. Com isso, Lessa se transferiu para um presídio em São Paulo para ficar mais próximo da família.

Motivação por Trás do Crime

Na sua delação, Lessa afirmou que a motivação para o crime foi financeira. Ele se apresentou como um matador de aluguel, contratado para executar a vereadora. Domingos Brazão, um ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, foi apontado como um dos mandantes. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), a ordem para assassinar Marielle estaria ligada a interesses econômicos na regularização fundiária em áreas dominadas por milícias no Rio de Janeiro.

Chiquinho, o irmão de Domingos, também teve um papel importante na trama. Na época do crime, ele era vereador no Rio de Janeiro e, segundo a PGR, agiu em conjunto com Domingos na decisão de eliminar Marielle Franco, uma figura política que se destacava pela defesa dos direitos humanos e pela luta contra as desigualdades sociais.

Implicações e Reflexões

A condenação dos irmãos Brazão é um passo significativo em busca de justiça, mas não encerra o caso. A mãe de Marielle, ao comentar a sentença, expressou um misto de alívio e frustração, afirmando que “é um alívio, mas não acaba hoje”. Essa frase reflete a luta contínua da família e dos apoiadores pela verdade e pela justiça. A questão que permanece é: até que ponto a justiça foi feita?

É crucial que o sistema de justiça não apenas condene os culpados, mas também se pergunte como permitir que um crime tão brutal ocorra. O ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Rivaldo Barbosa, foi absolvido da acusação de duplo homicídio, mas condenado por corrupção e obstrução à Justiça. Essa decisão levanta questionamentos sobre a integridade das instituições e a confiança que a população deve ter nelas.

Conclusão: O Caminho para a Justiça

O caso de Marielle Franco não é apenas uma história de crime e punição; é um reflexo das estruturas de poder e das relações de corrupção que permeiam a sociedade brasileira. O desafio agora é garantir que a justiça seja plena e que casos como esse não se repitam. A sociedade deve se unir para exigir não apenas respostas, mas também ações concretas que combatam a violência e a corrupção, assegurando que o legado de Marielle e Anderson não seja esquecido.

Se você se sente impactado por essa história, não hesite em compartilhar suas opiniões e reflexões nos comentários. A luta por justiça é coletiva e cada voz conta!



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