AC/DC: A História de Superação e Controvérsias da Banda que Definiu o Rock
O AC/DC, uma das bandas mais icônicas do cenário do rock, nasceu em 1973, fruto da visão criativa dos irmãos Malcolm e Angus Young. Desde então, eles construíram uma carreira repleta de sucessos e desafios. A banda se destacou ao longo das décadas, conquistando um lugar especial no coração dos fãs e deixando uma marca indelével na história da música mundial.
Um Legado Musical Inigualável
Com seu estilo inconfundível, o AC/DC lançou clássicos como “Back in Black”, “T.N.T” e “Highway to Hell”. A banda não apenas conquistou prêmios e vendas recordes, mas também superou grandes nomes do rock, como Rolling Stones e Pink Floyd. Em um show recente em São Paulo, que acontece nesta terça-feira (24), os fãs puderam reviver esses grandes sucessos, enquanto a banda continua a encantar novas gerações.
Tragédias e Desafios na Banda
Entretanto, a jornada do AC/DC não foi apenas de glórias. Em fevereiro de 1980, a banda enfrentou uma tragédia com a morte do vocalista Bon Scott, aos 33 anos. Ele foi encontrado morto em um carro em Londres, com investigações sugerindo asfixia devido ao consumo excessivo de álcool. Isso foi um choque para os fãs e para a banda, já que muitos sabiam do estilo de vida autodestrutivo de Scott. Sua morte, embora trágica, não foi totalmente inesperada, conforme relatos de amigos que já expressavam preocupação sobre seus hábitos.
Após a perda, a banda fez uma pausa antes de introduzir Brian Johnson como o novo vocalista. O álbum gravado logo após a morte de Scott, “Back in Black”, se tornou um dos mais vendidos da história, um verdadeiro tributo ao legado de Bon.
Desafios Pessoais dos Membros
Outro membro que enfrentou desafios significativos foi Malcolm Young, que começou a ter problemas de saúde em 2008. Ele foi diagnosticado com câncer de pulmão e, mais tarde, complicações cardíacas. Em 2014, a triste notícia de que ele sofria de demência foi divulgada, levando à sua aposentadoria do grupo. Angus Young, seu irmão, comentou que já notava mudanças em Malcolm durante a gravação do álbum “Black Ice”. A saída de Malcolm foi um duro golpe, e seu lugar foi ocupado por seu sobrinho, Stevie Young.
Controvérsias e Problemas Legais
O baterista Phil Rudd também teve sua cota de controvérsias. Em 2014, ele foi preso na Nova Zelândia sob acusações graves, incluindo tentativa de homicídio, que foram posteriormente retiradas. Apesar disso, Rudd enfrentou acusações de posse de drogas e foi condenado a oito meses de prisão domiciliar. O que era para ser mais um desafio se tornou um período conturbado para a banda, que sentiu a necessidade de se distanciar dele durante a gravação de seu último álbum.
Desafios de Saúde e Afastamento
Não parando por aí, em março de 2016, Brian Johnson foi aconselhado por médicos a evitar shows em grandes arenas, sob risco de perder a audição completamente. A recomendação foi um duro golpe, e a banda teve que adiar várias datas, trazendo Axl Rose como substituto temporário. Brian, por sua vez, buscou tratamentos e, depois, conseguiu melhorar sua audição, permitindo seu retorno às gravações.
Tragédias em Shows
Um dos eventos mais trágicos ocorreu durante uma apresentação em Salt Lake City em 1991, quando três adolescentes perderam a vida durante uma confusão na multidão. A banda não soube do ocorrido até após o show, resultando em críticas à segurança em eventos de grande porte.
Desafios Digitais e Presença na Mídia
Em tempos mais recentes, a banda se viu envolta em debates sobre sua presença digital. Por anos, o AC/DC resistiu a disponibilizar suas músicas em plataformas de streaming, somente cedendo em 2012 ao se juntar ao iTunes. Essas decisões levantaram questões sobre autenticidade e a continuidade da marca AC/DC, especialmente após a saída de Malcolm.
Novas Apresentações e Futuro do AC/DC
O AC/DC já tem datas marcadas para se apresentar no Brasil novamente em fevereiro e março de 2026, com shows no estádio do Morumbi em São Paulo. A formação atual conta com Angus Young, Brian Johnson, Stevie Young, Chris Chaney e Matt Laug. Após a passagem pelo Brasil, a banda seguirá para shows na América Latina, encerrando sua turnê “Power Up”.
Conclusão
A trajetória do AC/DC é marcada por altos e baixos, mas o que se sobressai é a resiliência e o amor da banda pela música. Eles continuam a inspirar e entreter, provando que, apesar das adversidades, a paixão pelo rock nunca morre. Fãs e novas gerações aguardam ansiosamente por seus shows, prontos para celebrar o legado que o AC/DC construiu ao longo dos anos.