Trump Prioriza Energia de Carvão para Segurança Nacional: O Que Isso Significa?
Na última terça-feira, dia 11, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tomou uma decisão que poderá mudar o cenário energético do país ao assinar uma Ordem Executiva que determina que o Departamento de Guerra passe a priorizar a aquisição de energia através de contratos de longo prazo com usinas de carvão. Essa medida foi concebida com o intuito de garantir um fornecimento de energia de base que seja “ininterrupta e sob demanda”, especialmente para instalações militares e outras operações consideradas essenciais para a defesa americana.
O Que Implica a Ordem Executiva?
A nova ordem orienta o secretário de guerra, em colaboração com o secretário de energia, a aprovar contratos que visam atender não apenas as necessidades do Departamento de Guerra, mas também de outras instalações que desempenham funções críticas. Segundo informações divulgadas pela Casa Branca, projetos que visem aumentar a confiabilidade do sistema elétrico e prevenir apagões terão prioridade. Além disso, a segurança no abastecimento de combustíveis locais e a continuidade das missões estratégicas, que incluem capacidades de defesa e inteligência, são aspectos destacados na ordem.
Por Que a Energia de Base é Crucial?
O governo dos EUA ressaltou que uma rede elétrica confiável e a energia de base são fundamentais para o funcionamento adequado de operações militares e da indústria de defesa, o que, em última análise, garante a segurança do povo americano. O comunicado enfatiza que é “imprescindível” que o Departamento de Guerra utilize os vastos recursos de carvão disponíveis, que são conhecidos por fornecer energia contínua e sob demanda.
Críticas às Fontes Renováveis
Além de priorizar o carvão, a ordem executiva também critica as fontes de energia renováveis intermitentes, como a solar e a eólica. O governo argumenta que essas tecnologias podem ser pouco confiáveis sob condições climáticas adversas, o que poderia deixar a rede elétrica e as instalações de defesa suscetíveis a interrupções no fornecimento de energia. Essa visão reflete uma postura mais tradicional em relação à energia, que se opõe à crescente adoção de energias limpas.
Um Retorno às Políticas do Passado
A decisão de Trump é parte de uma estratégia mais ampla que já havia sido delineada no início de seu segundo mandato. Em abril de 2025, ele havia assinado decretos executivos que classificavam o carvão como um mineral estratégico, além de remover barreiras à mineração em terras federais e flexibilizar regras ambientais que haviam sido impostas durante a gestão de Joe Biden. Essas medidas, segundo a Casa Branca, ajudaram a evitar o fechamento de 17 gigawatts (GW) de capacidade instalada a carvão, estimulando novos investimentos e projetos para expansão da geração de energia de base.
O Papel do Carvão no Cenário Global
Embora o carvão tenha enfrentado desafios no cenário energético global, ele ainda representa uma parte significativa da geração de eletricidade mundial, correspondendo a mais de um terço dessa produção. Apesar de ser o combustível fóssil com maior intensidade de carbono, a Agência Internacional de Energia (AIE) projeta que a demanda global por carvão se mantenha estável nos próximos anos, com um consumo praticamente inalterado até 2027.
Uma Estratégia de Segurança Nacional
A nova Ordem Executiva reforça a estratégia do governo Trump de utilizar a política energética como um instrumento de segurança nacional, priorizando a confiabilidade do suprimento de energia e recolocando o carvão no centro das decisões sobre contratos públicos. Isso ocorre mesmo em meio às crescentes pressões relacionadas às mudanças climáticas e à tendência de descarbonização que se observa em diversas economias desenvolvidas.
Reflexão Final
Essa movimentação do governo americano levanta questões importantes sobre o futuro da energia nos Estados Unidos e as implicações para a política ambiental e energética global. Com a tensão entre a necessidade de segurança nacional e a urgência de uma transição para fontes de energia mais limpas, o caminho a seguir parece ser desafiador e repleto de debates.