Cão Orelha: conduta de delegado geral é investigada pelo MPSC

Delegado da Polícia Civil de Santa Catarina Sob Investigação: O Caso do Cão Orelha

No último dia 10, a 40ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital instaurou um procedimento preparatório que se tornou o centro das atenções em Santa Catarina. O alvo dessa investigação é o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel. Essa ação ocorre em virtude de diversas representações que chegaram até o Ministério Público, questionando a conduta do delegado no trágico caso da morte do cachorro comunitário conhecido como Orelha.

A Repercussão do Caso Orelha

A morte do cão Orelha, que se tornou um símbolo da luta pelos direitos dos animais na região, gerou um clamor popular e um debate intenso sobre a proteção animal. Orelha era um cachorro querido pela comunidade e sua morte levantou questões sobre a responsabilidade das autoridades em proteger esses seres vulneráveis.

De acordo com informações do Ministério Público, o procedimento instaurado visa avaliar se há necessidade de abrir um inquérito civil, o que poderia levar a ações judiciais. Essa fase é crucial, pois se trata de entender se houve falhas nas investigações anteriores que levaram à morte do animal.

Reações da Polícia Civil

A CNN Brasil buscou contato com a Polícia Civil de Santa Catarina para obter mais informações sobre o andamento do caso, mas até o momento, não houve retorno. Essa falta de comunicação tem gerado ainda mais especulação e desconfiança por parte da população, que espera respostas claras e rápidas.

Adoção do Cão Caramelo

Em meio a esse cenário conturbado, o delegado Ulisses Gabriel fez uma postagem nas redes sociais no dia 23 de janeiro, onde anunciou a adoção de outro cão, Caramelo. Essa ação foi interpretada por muitos como uma tentativa de suavizar sua imagem, especialmente considerando o contexto delicado envolvendo o caso de Orelha. “Seja a diferença, faça a diferença!”, foi a mensagem que ele compartilhou em sua conta no Instagram.

O ato de adotar um animal em situação de vulnerabilidade poderia ser visto como um gesto positivo, mas muitos questionaram se isso seria suficiente para reparar a dor e a indignação causadas pela morte do cachorro Orelha.

Investigações em Andamento

O Ministério Público de Santa Catarina, em uma ação mais rigorosa, solicitou a exumação do corpo de Orelha para que uma perícia direta pudesse ser realizada. Essa decisão surgiu após uma análise cuidadosa do inquérito policial que investigava as circunstâncias da morte do animal, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis, em janeiro.

No dia 9, as Promotorias de Justiça que estão acompanhando o caso protocolaram um pedido no Judiciário, que visa aprofundar as investigações e realizar novas diligências. A intenção é esclarecer se houve coação ou qualquer irregularidade durante os procedimentos que levaram à morte de Orelha.

O Que Acontecerá a Seguir?

O Ministério Público enfatizou que o caso ainda está em fase investigatória, o que significa que muitas informações ainda estão sendo coletadas. Além disso, a 2ª Promotoria de Justiça decidiu restabelecer o sigilo do processo devido à possível envolvêcia de adolescentes, o que complica ainda mais a situação.

A Justiça estipulou um prazo de 20 dias para que as investigações solicitadas sejam concluídas. Assim que todas as informações forem coletadas, as Promotorias de Justiça deverão analisar o material e tomar as providências adequadas. Esse período será crucial para determinar o futuro do caso e responsabilizar aqueles que possam ter contribuído para a tragédia que abalou a comunidade.

Conclusão

A morte do cachorro Orelha não é apenas uma questão de um animal morto, mas reflete a luta contínua pela proteção dos direitos dos animais e a responsabilidade das autoridades em garantir que tais tragédias não voltem a acontecer. A sociedade aguarda ansiosamente por respostas e por ações que garantam justiça não só para Orelha, mas para todos os animais que não têm voz.



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