China não é alternativa aos EUA, afirma especialista em geopolítica

A Realidade da Geopolítica Atual: Por Que a China Não é uma Alternativa aos EUA

Em um cenário mundial onde a política e as relações internacionais estão em constante transformação, é essencial entender as dinâmicas que moldam a geopolítica contemporânea. Recentemente, o coordenador-geral do grupo de Defesa, Segurança e Inteligência da Universidade de São Paulo, Alberto Pfeifer, trouxe à tona reflexões importantes sobre a posição da China em relação aos Estados Unidos. Ele argumenta de forma contundente que a China não deve ser encarada como uma alternativa viável à hegemonia americana.

A Ilusória Desafios da China

Pfeifer destaca que a ideia de que a China poderia desafiar os EUA é, na verdade, uma ilusão. Essa percepção é impulsionada por alguns analistas que enxergam o crescimento econômico chinês como um sinal de ascensão global. Contudo, o especialista enfatiza que a estrutura autoritária do regime chinês e as tensões internas que o país enfrenta limitam sua capacidade de atuar como um verdadeiro contrapeso à potência americana. Ele declara claramente: “China é uma ditadura. Não tem liberdade de expressão, não tem liberdade econômica”.

Transformações Internas e Desafios Futuros

Um ponto crucial levantado por Pfeifer é a transformação interna que a China está passando. O próximo Congresso do Partido Comunista Chinês, marcado para outubro de 2026, promete ser um evento de grande relevância, onde questões políticas e militares estarão em pauta. Essa mudança pode resultar em uma reconfiguração significativa da liderança e das estratégias do país.

Além disso, o especialista menciona as recentes mudanças na liderança militar da China, que incluem a destituição de figuras importantes, como o general Zhang Youxia. Esses eventos são indicativos de que o país está experimentando um período de instabilidade, o que, segundo Pfeifer, impossibilita uma ação militar contra Taiwan no curto prazo.

Centralização do Poder e suas Implicações

A centralização do poder nas mãos de Xi Jinping é outro aspecto que Pfeifer destaca. Essa concentração de autoridade pode parecer um sinal de força, mas também traz consigo um conjunto de desafios. Para o especialista, embora Xi Jinping tenha fortalecido sua liderança interna, isso não se traduz em segurança ou estabilidade em termos de política externa.

Reflexões sobre o Multilateralismo e a Hegemonia Americana

Além dos desafios que a China enfrenta, Pfeifer também analisa o discurso recente de Donald Trump, que questionou a eficácia do multilateralismo. Trump afirmou que o mundo contemporâneo está dominado pela “realpolitik” e pelos interesses nacionais, consolidando ainda mais a posição dos Estados Unidos como a hegemonia global.

O especialista enfatiza as palavras de Trump: “Os Estados Unidos são a hegemonia dominante”. Essa afirmação reflete uma perspectiva que, longe de ser um mero discurso político, é um retrato da realidade atual na qual os EUA continuam a ser uma potência significativa no cenário mundial.

A Conclusão de Pfeifer

Para concluir, Pfeifer deixa claro que a suposição de que a China poderia substituir os Estados Unidos como a principal potência global é equivocada. Ele argumenta que o futuro das nações ocidentais está intimamente ligado à negociação e à colaboração com os EUA. Essa visão destaca a importância das relações transatlânticas e a necessidade de um diálogo construtivo entre as nações.

Assim, ao analisar a geopolítica atual, fica evidente que a China, apesar de seu crescimento econômico, enfrenta desafios internos e externos que limitam sua capacidade de atuação no cenário global. Portanto, as nações ocidentais devem focar em fortalecer suas relações com os Estados Unidos, reconhecendo que essa aliança continua a ser crucial para a estabilidade e o progresso global.



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