Tati Machado Reflete Sobre a Perda do Filho e o Quarto que Nunca foi Desmontado
A apresentadora Tati Machado, conhecida por sua sinceridade e sensibilidade, recentemente abriu seu coração em uma entrevista ao Jornal O Globo. Ela falou sobre um tema profundamente tocante: a perda de seu filho, Rael, que faleceu tragicamente durante a gravidez, em maio de 2025, devido a uma morte súbita no ventre materno. Essa experiência devastadora moldou não apenas a sua vida, mas também a maneira como ela lida com a memória de seu filho.
A Permanência do Quarto do Bebê
Tati revelou que o quarto do bebê continua intacto, um espaço que carrega as esperanças e sonhos que ela tinha para Rael. “O quartinho dele ainda está lá, não consegui mexer. Consigo entrar, pegar uma coisinha ou outra, mas ainda não consegui guardar”, disse ela, expressando a dificuldade de lidar com a dor da perda. O tempo passou, mas a lembrança e a expectativa que cercavam a chegada do bebê ainda são muito presentes em sua vida.
Essa decisão de manter o quarto como está é uma escolha pessoal que muitos pais em situações semelhantes podem entender. “Quando estou lá, eu me lembro de tudo que sonhei, de como imagino dando papinha para ele, amamentando, mesmo sem saber como seria essa experiência”, completou Tati. O quarto é o que mais representa a concretude daquela expectativa, e ao mesmo tempo, o espaço que traz dor e saudade.
Expectativas e Realidade
Ao falar sobre suas expectativas, Tati compartilhou que a ideia de um bebê traz consigo uma série de planos e sonhos. “Tudo é sobre as expectativas que se tinha. A roupinha planejada, os momentos que imaginamos juntos”, refletiu. É interessante como os sonhos se tornam uma parte tão intrínseca da experiência de se tornar pai ou mãe, e a perda não apaga esses sentimentos, mas os transforma.
“Depois, a primeira coisa que você pensa é no quarto. É a coisa mais concreta que tem do seu bebê. Depois, entende: ‘Peraí, deixa eu fechar essa porta aqui’. Então, ela fica lá, e eu entro quando achar necessário”, explicou Tati. Essa metáfora da porta fechada é poderosa, simbolizando tanto a dor quanto a proteção que ela sente em relação à memória de Rael.
Cada um Tem Seu Tempo
Tati também mencionou como cada pessoa lida com a perda de maneira diferente. “Não preciso me desfazer daquilo agora, não preciso mexer agora. Tem gente que prefere que alguém da família desapareça com aquilo”, disse ela, reconhecendo a diversidade de maneiras que as pessoas enfrentam suas perdas. O que pode ser um alívio para um, pode ser um peso para outro, e cada um deve encontrar seu próprio caminho.
Relembrando Momentos Difíceis
Além de falar sobre Rael, Tati também recordou a dor da perda de seu pai, que faleceu devido a um aneurisma cerebral em 2021. Em outra entrevista, ela relatou a angústia de descobrir a morte do pai e como isso a afetou profundamente. “Quando o chaveiro começou a abrir, ele falou, tem chave dentro. Eu falei, meu Deus, eu vou viver isso?”, relembrou, expressando a tristeza de ter que passar por essa situação.
A apresentadora ainda mencionou a importância do apoio que recebeu de Ana Furtado durante aquele momento difícil, lembrando que mesmo pequenos gestos de solidariedade podem fazer uma grande diferença. “Ela me ofereceu ajuda, e eu fiquei pensando se eu tivesse aceitado”, refletiu Tati, questionando-se sobre o que poderia ter sido.
Um Chamado à Reflexão
As histórias de Tati Machado nos convidam a refletir sobre o modo como lidamos com a perda e a importância de honrar as memórias de quem amamos. Cada um tem sua forma de processar a dor, e o que pode parecer um fardo para alguns, pode ser um símbolo de amor e esperança para outros. Tati, com sua coragem em compartilhar sua história, nos lembra que, apesar da dor, é possível encontrar um espaço para o amor e os sonhos que permanecem.
Se você já passou por uma experiência semelhante ou conhece alguém que está lidando com a perda, é importante lembrar que não estamos sozinhos. Compartilhe suas histórias e experiências, pois isso pode ajudar na jornada de cura de muitos.