Reações Divididas dos Americanos Sobre a Intervenção na Venezuela
No último sábado, dia 3, os Estados Unidos realizaram um ataque na Venezuela que gerou uma onda de reações nos Estados Unidos, de acordo com uma pesquisa realizada pela Reuters/Ipsos. Os números mostram que a opinião pública está bem dividida a respeito da captura de Nicolás Maduro, o presidente venezuelano, pelas forças americanas. Um terço da população, ou seja, 33%, aprovou a ação, enquanto 34% expressaram desaprovação. Além disso, 32% dos entrevistados não souberam opinar, mostrando uma incerteza generalizada sobre a situação.
A Pesquisa e Seus Resultados
A amostra da pesquisa foi feita entre os dias 4 e 5 de janeiro de 2026, envolvendo 1.248 pessoas, com uma margem de erro de 2,8 pontos percentuais e um nível de confiança de 95%. Isso significa que os dados têm uma boa representatividade, embora ainda possam variar. A pesquisa perguntou aos americanos sobre sua opinião em relação à captura de Maduro, que, segundo relatos, foi pego pelo exército americano ao tentar escapar através de uma porta de ferro.
O ataque incluiu a utilização de helicópteros e jatos, que bombardearam alvos estratégicos na Venezuela, como bases aéreas e antenas de comunicação. O cenário é bastante tenso e complexo, refletindo a atual situação política e social do país caribenho.
Opiniões sobre o Controle Americano na Venezuela
A Ipsos também fez outras perguntas sobre a possibilidade dos EUA governarem a Venezuela até que um novo governo autônomo fosse estabelecido. Os resultados mostraram que 44% dos entrevistados se opõem a essa ideia, enquanto apenas 34% estão a favor e 20% não souberam responder. Essa divisão de opiniões revela um forte sentimento de aversão à ideia de intervenção direta, algo que muitos americanos temem, dado o histórico de conflitos em regiões como o Oriente Médio.
Questões sobre o Domínio dos Campos de Petróleo
Outro aspecto que foi levantado na pesquisa diz respeito à possibilidade de os EUA assumirem os campos de petróleo da Venezuela. Aqui, 46% se mostraram contrários e 29% a favor. Esse dado é particularmente relevante, já que o petróleo é uma questão crucial na dinâmica política e econômica do país, e a riqueza natural da Venezuela é muitas vezes apontada como um dos motivos para a intervenção.
O Ponto de Vista de Trump
Pouco depois da operação, o presidente Donald Trump fez declarações sobre seu envolvimento com o petróleo venezuelano, chamando-o de “a riqueza que vem do chão”. No entanto, as mensagens do governo americano têm sido contraditórias. Enquanto afirmam que vão governar a Venezuela, também falam sobre uma “transição democrática”, o que gera confusão sobre suas reais intenções.
Esse discurso é reminiscentes de outras intervenções, como a no Iraque no início dos anos 2000, que culminou em um resultado desastroso, com a morte de milhares de soldados americanos e uma situação caótica no país. Portanto, não é surpreendente que 74% dos americanos se preocupem com os riscos que a operação pode trazer para a vida dos militares envolvidos, 72% expressam inquietação sobre um possível grande envolvimento dos EUA e 69% estão preocupados com os custos financeiros que isso pode acarretar.
O Que Acontecerá no Futuro?
Durante sua campanha para retornar à Casa Branca, Trump prometeu que não iria envolver os EUA em mais uma “guerra sem fim”. Seu discurso de vitória, proferido em 5 de novembro de 2024, enfatizou que “não vou começar uma guerra, vou pará-las”. Contudo, um novo conflito poderia afetar negativamente sua popularidade, especialmente entre sua base, que tende a ser contrária a intervenções militares.
Apesar dos receios, há uma crença de que as ações de Washington podem ser benéficas para a população venezuelana. Cerca de 38% acreditam que isso irá melhorar a qualidade de vida no próximo ano, enquanto 40% acham que a saída de Maduro trará mais estabilidade ao país. Esses dados refletem uma esperança de que a mudança política possa ser positiva, mesmo em meio a tanta incerteza e tensão.
*Com informações da Reuters