Crescimento Alarmante: Letalidade Policial em Salvador e Região Metropolitana em 2025
No último mês de novembro de 2025, Salvador e sua Região Metropolitana registraram um número preocupante: 501 mortes resultantes de ações policiais. Esse dado foi coletado pelo Instituto Fogo Cruzado e é um indicativo alarmante do aumento da violência no estado. O que antes era um problema já conhecido, agora se revela ainda mais grave, com um crescimento de 5% em comparação ao mesmo período nos anos anteriores, que também não eram animadores.
Comparação com Anos Anteriores
Em 2024, o total de mortes em ações policiais até o final de novembro foi de 477, número que, por sua vez, já havia se mostrado alarmante. Para se ter uma ideia, em 2023, o número também girava em torno de 477</strong. Esse crescimento é um claro sinal de que as políticas de segurança pública ainda estão longe de serem eficazes. Os dados mais recentes mostram que a Bahia lidera o triste ranking nacional de mortes em decorrência de intervenções policiais desde 2022.
PQUALI: Uma Esperança?
Este cenário sombrio se torna ainda mais intrigante considerando que, há pouco mais de um mês, o Governo da Bahia lançou o PQUALI (Plano de Atuação Qualificada de Agentes do Estado). Este plano tem como objetivo a redução da letalidade policial ao longo de três anos. A coordenadora regional do Instituto Fogo Cruzado na Bahia, Tailane Muniz, acredita que, embora o lançamento do PQUALI seja um passo em direção ao reconhecimento do problema, as metas estabelecidas podem ser tímidas demais. Ela afirma: “É uma resposta a uma demanda antiga da sociedade civil. O plano chega em boa hora: reconhecer o problema é o primeiro passo para resolvê-lo.”
Dados Preocupantes de 2025
O perfil das mortes em 2025 é alarmante e revela um padrão que persiste ao longo dos anos. Entre os 501 mortos, 494 eram homens e apenas 7 mulheres, o que indica uma desigualdade de gênero nas vítimas de violência policial. Além disso, quando se observa a raça, 100% das vítimas com raça registrada (53% do total) eram negras, incluindo 11 adolescentes, 489 adultos e 1 idoso. Esses números não apenas ilustram a gravidade da situação, mas também levantam questões sobre o racismo estrutural dentro da sociedade e das forças de segurança.
Ações do Governo e Resultados
Com relação ao PQUALI, o plano prevê uma redução de 10% nas mortes causadas por agentes de segurança a cada semestre, até 2027. Algumas das ações que estão sendo propostas incluem:
- Capacitar 30% dos profissionais de segurança para a prevenção da letalidade;
- Aumentar em 30% o uso de câmeras corporais;
- Oferecer atendimento psicológico integral a agentes envolvidos em confrontos com morte;
- Elevar a taxa de conclusão de inquéritos: 50% até 2026 e 70% até 2027.
O Que Diz a Secretaria de Segurança Pública?
Em uma nota divulgada pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), a pasta menciona uma redução geral da criminalidade no estado, mas não aborda diretamente os dados alarmantes de letalidade policial. É importante notar que, segundo a SSP, houve uma diminuição de 11,4% nos registros de homicídios, latrocínios e lesão dolosa seguida de morte entre janeiro e a primeira quinzena de novembro. Além disso, as prisões aumentaram em 26%, e o combate ao crime organizado resultou numa redução de 42% nas mortes violentas. Entretanto, esses dados são insuficientes para abafar a crescente preocupação com a letalidade policial.
Reflexão Final
O que podemos extrair de tudo isso? A realidade é que, enquanto o Governo da Bahia tenta implementar políticas que prometem resolver o problema da violência, os números continuam a mostrar um quadro sombrio. A sociedade civil deve continuar pressionando por mudanças significativas e cobrando resultados efetivos. Se você deseja se aprofundar mais nesse assunto, não hesite em comentar abaixo e compartilhar suas opiniões. A sua voz é importante nesse debate!