Tragédia no Cefet-RJ: O que aconteceu com Allane e Layse?
Na última sexta-feira, dia 28, o clima de tristeza e choque tomou conta do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, o Cefet-RJ, localizado no Maracanã, zona norte do Rio de Janeiro. Infelizmente, duas funcionárias da instituição, Allane de Souza Pedrotti Mattos e Layse Costa Pinheiro, perderam suas vidas em um incidente violento que deixou a comunidade acadêmica abalada.
O que aconteceu?
Os relatos indicam que, por volta da tarde, disparos de arma de fogo foram ouvidos dentro do campus. A Polícia Militar foi chamada imediatamente, mas as vítimas, após serem socorridas pelo Corpo de Bombeiros, não conseguiram sobreviver aos ferimentos. O clima de pânico se espalhou entre alunos e funcionários, todos buscando entender o que havia ocorrido.
Após a chegada das autoridades, foi encontrado o corpo de um homem, que, segundo informações preliminares da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), teria sido o autor dos disparos. Ele foi identificado como João Antonio Miranda Tello Ramos Gonçalves, de 47 anos, e, de acordo com as investigações iniciais, cometeu suicídio logo após atirar nas mulheres.
Quem eram Allane e Layse?
Allane Pedrotti, além de ser a chefe da equipe pedagógica e acadêmica na Direção de Ensino do Cefet-RJ, era uma pessoa multifacetada. Formada em Pedagogia pela UFRJ e doutora em Letras pela RUC-Rio, ela dedicou grande parte de sua vida ao ensino e à música. Com uma carreira promissora como cantora e compositora, Allane era muito querida por sua comunidade. O grupo de samba Quilombo Urbano, do qual ela fazia parte, se manifestou nas redes sociais lamentando a perda: “Allane era maravilhosa, doce, amiga e minha parceira. A música era sua paixão.”
Por outro lado, Layse Costa Pinheiro era psicóloga e atuava no Cefet-RJ desde 2017, focando em psicologia escolar. Formada pela UERJ e com uma pós-graduação em Gestão de Pessoas, ela também atendia pacientes em consultório e realizava palestras. Nas redes sociais, muitos amigos e conhecidos expressaram seu pesar, chocando-se com a tragédia. “Gente, eu não acredito! Passei pelo Cefet e fiz um vínculo forte com ela. Estou em choque!”
As investigações
A Polícia Civil, em conjunto com a perícia, está investigando a fundo as circunstâncias que levaram a essa tragédia. Informações levantadas pela CNN Brasil indicam que o autor dos disparos era funcionário da escola e estava frequentemente afastado por questões médicas. Essas licenças eram um dos pontos de divergência entre ele e as duas vítimas, o que levanta a dúvida sobre os motivos que levaram ao ataque.
O caso ainda está em andamento, e a comunidade aguarda ansiosamente por respostas. É importante lembrar que a violência no ambiente escolar é um tema delicado e que merece atenção. Este evento trágico não deve ser esquecido, mas sim servir de alerta para a necessidade de um diálogo aberto sobre saúde mental e segurança nas escolas.
Reflexões sobre a violência
Infelizmente, a violência nas escolas não é um fenômeno isolado. Em diversas partes do mundo, incidentes semelhantes têm acontecido, levando a sociedade a refletir sobre as causas e as possíveis soluções para evitar que tragédias como essa se repitam. A saúde mental dos educadores e alunos, o suporte psicológico e a criação de ambientes seguros são tópicos que precisam ser discutidos com urgência.
- Importância da saúde mental: A saúde mental deve ser uma prioridade nas instituições de ensino.
- Criação de políticas de segurança: É fundamental que as escolas tenham políticas claras de segurança e suporte emocional.
- Diálogo aberto: Fomentar um ambiente de diálogo sobre questões emocionais e comportamentais pode ajudar a prevenir crises.
Conclusão
O trágico incidente no Cefet-RJ serve como um lembrete da fragilidade da vida e da importância de cuidarmos uns dos outros. As histórias de Allane e Layse devem ser lembradas e honradas, mas também devem impulsionar a sociedade a agir em prol de ambientes mais seguros e acolhedores para todos. Que suas memórias inspirem mudanças e que tragédias como essa não voltem a acontecer.
Se você se sentiu tocado por essa história, considere compartilhar este texto e iniciar uma conversa sobre a importância da saúde mental e segurança nas escolas.