Marinho cobra “responsabilidade” do Congresso para aprovar isenção do IR

Ministro do Trabalho exige ação do Congresso para isenção do Imposto de Renda

Na manhã desta quinta-feira, dia 25, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, fez um apelo significativo ao Congresso Nacional. Ele cobrou uma postura responsável dos parlamentares para que seja aprovada uma proposta de lei que isenta do Imposto de Renda aqueles que recebem até R$ 5 mil. Essa declaração foi feita durante uma entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, que foi exibido ao vivo.

Durante a conversa, Marinho não hesitou em criticar o que considera uma prioridade equivocada por parte da Oposição, que deseja votar primeiro o chamado “PL da Anistia”. Esse projeto tem como objetivo conceder anistia a pessoas que foram presas em decorrência dos eventos tumultuosos ocorridos em 8 de janeiro de 2023. O ministro enfatizou que há uma clara “sinalização” do Legislativo de que, para que se avance na discussão da isenção do Imposto de Renda, a aprovação da anistia deve ocorrer antes.

A importância da isenção do Imposto de Renda

Marinho declarou: “Precisamos que o Congresso assuma sua responsabilidade”. Ele acredita que é fundamental que os movimentos sociais também se mobilizem para pressionar os legisladores a priorizar projetos que beneficiem a classe trabalhadora. A isenção do Imposto de Renda, segundo ele, é uma questão que deveria estar no topo da agenda política, visto que impacta diretamente a vida de milhões de brasileiros.

Além disso, o ministro se posicionou sobre o aumento do salário mínimo. Ele defendeu um “crescimento vigoroso” tanto da remuneração mínima quanto do poder de compra da população. Marinho ressaltou que “os de cima têm que pagar”, referindo-se à necessidade de taxação mais rigorosa sobre os super-ricos, uma medida que, segundo ele, poderia equilibrar as finanças públicas e trazer mais justiça social.

Pressão popular e mobilização social

Marinho também abordou a importância da pressão popular em relação a outras pautas importantes. Ele mencionou a escala de trabalho 6×1, um regime onde o trabalhador labora por seis dias consecutivos e tem apenas um dia de folga. Para ele, essa é “a jornada mais cruel que existe” e precisa ser revisada urgentemente. O governo, segundo Marinho, está na expectativa de um “final feliz” para essa questão, que atualmente está sendo discutida na Câmara dos Deputados.

Na visão do ministro, é crucial que os movimentos sociais mantenham a mobilização e observem as demandas da população. Ele ressaltou que o Congresso Nacional possui um “perfil” que, se não for mantido sob controle, pode acabar trazendo prejuízos significativos para a classe trabalhadora. Exemplos de mobilizações recentes, como as manifestações do último domingo, dia 21, contra a PEC da Blindagem, foram citados por Marinho como um indicador de que a pressão popular pode surtir efeito. Essa PEC, que visa dificultar a prisão e a abertura de processos criminais contra deputados e senadores, foi rejeitada pelo Senado nesta semana.

O futuro das mobilizações sociais

O ministro concluiu afirmando que as mobilizações são essenciais. “As manifestações acabaram de enterrar a PEC da Blindagem. Se houver uma mobilização dirigida, com massa, com vigor, de rua, é possível que o Congresso Nacional venha a atender a esse clamor”, disse. Essa frase demonstra a confiança de Marinho na capacidade dos movimentos sociais de influenciar as decisões legislativas, especialmente em um contexto político tão polarizado.

Em suma, as declarações de Luiz Marinho refletem um momento crítico na política brasileira, onde a luta por direitos e justiça social continua a ser uma prioridade. Os próximos passos do Congresso, influenciados por essa pressão popular e pelas mobilizações sociais, serão fundamentais para o futuro do país e para a vida de milhões de cidadãos.



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